Programa
turnê argentina e brasileira em 1998
Kabuki, Tríptico Béjart, A sagração da primavera, Don Giovanni e Bolero
Programa
turnê brasileira em 2001
Suite en blanc, Symphony in D, Tam-tam et percussion e Kabuki suite
Kabuki
Música
Toshiro Mayuzumi
Coreografia
Maurice Béjart
Cenários e figurinos
Nuno Corte-Real
Elenco
Oboshi Yuranosuke: Naoki Takagishi / Haruo Goto
Senhor Ashikaga Tadayoshi: Haruo Goto / Naoki Takagishi
Enya Hangan: Masayuki Morita / Yasuyuki Shuto
Kaoyo Gozen (Senhora Kaoyo): Mika Yoshioka
Rikiya: Takefumi Kuraya
Morono: Kazuo Kimura / Munetaka lida
Bannai: Kazuto Yoshida / Ryuta Takahashi
Kampei: Kimiharu Uemura
Okaru: Shiori Sano
Kampei (tempo modeno)
Kazuo Goto
Okaru (tempo moderno)
Yuko Arai
Ishido
Norito Shibaoka
Yakushiji
Oh Kubota
Sadakuro
Terutsugu Takeishi
Yujo (gueixa)
Yukie Iwaki
Yoichibei
Toshiyuki Sato
Okaya
Fusako Yabe
Madame
Chiharu Endo
1ª Variação
Terutsugu Takeishi / Kazuto Yoshida
2ª Variação
Kazuo Kimura / Kazuo Goto
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 04 de setembro de 1998
Via Funchal (SP) – 11 de setembro de 1998
Tríptico Béjart
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 02 e 03 de setembro de 1998
Teatro Castro Alves (BA) – 07 de setembro de 1998
Palácio das Artes (MG) – 08 de setembro de 1998
Via Funchal (SP) – 10 e 12 de setembro de 1998
A sagração da primavera
Maurice Béjart A primavera é bem mais do que a imensa força primitiva que se manteve oculta no manto do intervalo para, emergindo abruptamente, mais uma vez saudar o mundo em suas formas multifacetadas, sejam elas vegetais, animais ou humanas.
O aspecto físico do amor entre seres humanos simboliza o próprio ato através do qual o Criador gerou o cosmos e a alegria engendrada a partir desse ato.
Numa época em que as fronteiras entre seres humanos vão paulatinamente caindo e em que começa a ser possível considerar-se uma cultura onde os elementos paroquiais foram rejeitados, e onde foi retido apenas o universal – ou essas forças essenciais do homem, que sempre foi o mesmo através das idades, sob todas as condições e em todas as civilizações.
Esse bailado desprezou portanto qualquer pretensão pictórica; é um hino da união entre o Homem e a Mulher, em seu nível mais instintivo e essencial, uma dança da união do céu e da terra, dança da vida e da morte, eterna como a primavera.
Música
Igor Stravinsky
Coreografia
Maurice Béjart
Estréia no Tokyo Ballet 9 de abril de 1993, no Bunka Kaikan de Tóquio.
Elenco
O Eleito
Yasuyuki Shuto / Kazuo Goto
Dois Chefes
Naoki Takagishi / Kazuo Kimura – Haruo Goto
Dois Jovens
Kazuto Yoshida – Kimiharu Uemura
A Eleita
Yukie Iwaki / Mika Yoshioka
Quatro Jovens
Shiori Sano, Keiko Hayakawa, Naoko Kurisaka, Kyoko Ichiki e Corpo de Baile
Don Giovanni
Música
Frédéric Chopin sobre tema Mozart
Coreografia
Maurice Béjart
Elenco
1ª variação
Ako Ono – Naoko Kurisaka – Fusako Yabe
2ª variação
Yuko Arai
3ª variação
Miwa Ota – Yukie Iwaki
4ª variação
Shiori Sano
5ª variação
Chiharu Endo / Kyoko Ichiki
6ª variação
Mika Yoshioka
Sylphide
Shiho Okumura
Estréia no Tokyo Ballet 30 de setembro de 1983, no Bunka Kaikan de Tóquio
Bolero
O frescor desta obra se deve à sua simplicidade. Novas melodias são extraídas de monodias, com características mais acentuadamente orientais do que espanholas. Esta obra pode simbolizar a suavidade feminina e seus sentimentos de compaixão. A intensidade aumenta gradualmente e ritmos masculinos tornam-se mais dominantes, cobrindo a gama completa de tons. A grandiosidade do volume é de tal forma poderosa, que acaba por engolir a melodia na conclusão.
Maurice Béjart
Música
Maurice Ravel
Coreografia
Maurice Béjart
Estréia no Tokyo Ballet 19 de julho de 1982, no Bunka Kaikan de Tóquio
Elenco
Naoki Takagishi / Yasuyuki Shuto
Munetaka Iida – Masayuki Morita
Kazuo Kimura – Haruo Goto
Suite en blanc
Esta peça foi criada originalmente por Serge Lifar para o Ballet Russo de Diaghilev. Lifar foi responsável , como maitre de ballet , pela reabilitação do Ballet da Ópera de Paris, no período que antecedeu a II Guerra Mundial e nos tempos que a sucederam. Lifar encarava Suíte em blanc como um “balé sinfônico”, dentro de seu conceito único de dança. Estreado em 1943 em Zurique pelo Ballet da Ópera de Paris, vem sendo encenado, ao lado do deslumbrante Grande Défilé na abertura da temporada da Ópera, funcionando ambas as peças como símbolos da tradição e autoridade da companhia. A música é uma suíte extraída da partitura de Lalo para o bailado Namouna . Bailarinos em roupas inteiramente brancas dançam esplendidamente em sucessão sobre uma colorida música da Europa do sul. A coreografia faz uso da excelente técnica e sensibilidade dos bailarinos em seu pleno potencial, retratando habilmente o universo estético de Lifar.
Apresentação autorizada pela Fundação Serge Lifar.
Música
Edouard Lalo (exceto de Namouna )
Coreografia
Serge Lifar
Ensaiadora
Claude Bessy
Estréia no Tokyo Ballet 4 de outubro de 1997, na Sala Kan-i-Hoken, Tóquio
Elenco
La Sieste
Fusako Yabe, Kyoko Ichiki, Masami Kadonishi /
Chiharu Endo, Yukako Oshima, Yui Fukui
Theme-Varie (Pas de trois)
Yukie Iwaki
Naoki Takagishi / Kazuo Kimura, Haruo Goto
Serenade
Yuko Arai / Kyoko Ichiki
Presto (Pas de cinq)
Keiko Hayakawa / Miwa Ota
Ryuta Takahashi / Ryo Hirano, Masaki Oshima / Kazuo Goto, Kasuto Yoshida / Shu Nakashima, Takefumi Kuraya / Kazunori Furukawa
Cigarette
Yukie Iwaki / Mika Yoshioka
Mazurka
Kazuo Kumura / Naoki Takagishi
Adage
Mika Yoshioka, Naoki Takagishi / Haruo Goto
Flute
Yuko Arai / Reiko Koide
Theatro Municipal do Rio de Janeiro 14 e 15 de setembro de 2001
Credicard Hall (SP) 21 de setembro de 2001
Symphony in D
A Symphony in D , criada por Jiri Kylián, um dos maiores nomes da coreografia contemporânea, é um balé fascinante, onde encontramos sempre algo de novo cada vez que o vemos. Ele possui um sarcasmo encantador e trouxe um “choque de risadas” ao mundo da dança. Estranhos movimentos sucessivos e alegres danças sempre provocam o riso solto da platéia.
O Tokyo Ballet sempre foi entusiasticamente recebido ao apresentar esta obra, inclusive em países europeus. Detalhe interessante: as partes que provocam riso variam de país para país. Em outras palavras, é um bailado que diverte onde quer que seja apresentado.
Originalmente a obra continha dois movimentos. Posteriormente Kylián acrescentou um terceiro e retocou as partes originais. O balé revisto foi um sucesso imediato, que gerou pressões exigindo uma versão mais longa. Como conseqüência foi acrescentado um quarto movimento em sua versão definitiva. O título do bailado vem da música utilizada em sua primeira versão: a Sinfonia em ré – “O relógio”. A música para o quarto movimento foi extraída da sinfonia “La Chasse”, do mesmo compositor. No palco desenrola-se uma interessante cena da caçada.
A nova indumentária criada por Joke Visser foi introduzida em 1997, a pedido do coreógrafo.
Fascinados pelos movimentos espirituosos que vemos em cena, tendemos a esquecer outros elementos soberbos do balé, que exige dos bailarinos uma técnica altamente elaborada.
Música Franz Joseph Haydn ( Sinfonia nº 101 “O relógio”; Sinfonia nº 73 “La chasse”)
Coreografia Jiri Kylián
Figurinos (nova versão) Joke Visser
Estréia no Tokyo Ballet 1º de dezembro de 1984, na Sala Kan-i-Hoken, Tóquio
Elenco
Shiori Sano / Chiharu Endo
Masayuki Morita / Oh Kubota
Yukie Iwaki / Mika Yoshioka
Naoki Takagishi / Kazuo Kimura / Kazuo Goto
Keiko Hayakawa / Reiko Koide
Kimiharu Uemura / Kazunori Furukawa
Fusako Yabe / Yui Fukui
Haruo Goto / Norito Shibaoka
Kyoko Ichiki / Akiko Takeda
Kazuto Yoshida / Ryuta Takahashi
Chiharu Endo / Yukako Oshima
Kazuo Goto / Ryo Hirano
Yuko Arai / Satomi Sekine
Toshiyuki Sato / Shu Nakashima
Junko Takamura / Shiho Okumura
Masaki Oshima / Takefumi Kuraya
Theatro Municipal do Rio de Janeiro 14 e 15 de setembro de 2001
Credicard Hall (SP) 21 de setembro de 2001
Tam-tam et percussion
Theatro Municipal do Rio de Janeiro 14 e 15 de setembro de 2001
Credicard Hall (SP) 21 de setembro de 2001
Esta obra foi originalmente criada em 1970 para o Teatro Espace Cardin. A música traz um encontro de dois elementos contrastantes: um percussionista ocidental e um tamborileiro de vodu.
Blaska criou este trabalaho depois de uma visita à África. A música soa como uma apresentação ad libitum , mas consiste de uma série de ritmos muito acurados tocados no palco ao lado dos bailarinos. Ao montar o bailado para o Tokyo Ballet, Blaska aumentou o efetivo de bailarinos, para tirar melhor proveito do bom conjunto da companhia. A maneira como os bailarinos entram e saem do palco é como se estivéssemos observando um desenho animado em câmera rápida.
Música Jean Pierre Drouet & Pierre Chériza
Tom tom Pierre Chériza
Percussão Sylvio Gualda
Coreografia Felix Blaska
Estréia no Tokyo Ballet 12 de abril de 1979, no Palais Garnier, Monte Carlo
Elenco
Solo
Kazuo Kimura / Yasuyuki Shuto
Pas de deux
Shiori Sano – Masayuki Morita / Reiko Koide – Haruo Goto
Kabuki suíte
Thearto Municipal do Rio de Janeiro 16 de setembro de 2001
Credicard Hall (SP) 23 de setembro de 2001
Produção
Axion Produtores Associados / Dell'Arte
Entre as artes cênicas que se podem ver atualmente, as mais antigas são as do Japão: o Noh, o Kabuki e o Bunraku. O Kabuki, fenômeno único destas artes, surgiu no século XVII, tendo pleno desenvolvimento no século XVIII. Ela permanece hoje, para nós que trabalhamos no teatro, um farol e fonte inesgotável de inspiração.
Chushingura , o conto de quarenta e sete Ronins, é uma das obras-primas teatrais, não somente do Japão, mas de todo o mundo. Criar um bailado baseado nesta narrativa nos possibilita perceber a qualidade imutável da verdade humana através das idades.
Nesta peça o balé, uma arte simbólica, abraça o kabuki, uma forma suprema de arte – um ritual onde o mito mergulha na vida cotidiana, e assim fazendo a transcende, a sublima, libertando-nos desta forma de nossa ansiedade existencial por intermédio do ator.
O tempo não mais existe; somos todos Ronins, órfãos do tempo. Ao estruturar esse conto magnífico, compreendi a necessidade de minimizar os aspectos sagrados e religiosos da peça; além do que, a cerimônia final de “Seppuku” dos samurais era um encantamento para o imperador, um hino ao Buda e ao grande Nada.
Maurice Béjart
A Kabuki Suite é uma redução do balé completo original. Despojado de suas tramas paralelas, permanece a essência da obra, centrada na personagem Yuranosuke. Em sua nova versão, compactada pelo próprio Béjart, a compreensão do enredo se torna mais fácil para o público ocidental.
Música
Toshiro Mayuzumi
Coreografia
Maurice Béjart
Cenário e figurinos
Nuno Corte-Real
Estréia no Tokyo Ballet 16 de abril de 1986, no Bunka Kaikan de Tóquio
Elenco
Yuranosuke
Naoki Takagishi / Haruo Goto / Kazuo Kimura
Senhor Tadayoshi
Haruo Goto / Naoki Takagishi
Enya Hangna
Yasuyuki Shuto / Masayuki Morita
Kaoyo Gozen
Mika Yoshioka
Rikiya
Takefumi Kuraya
Morono
Kazuo Kimura
Bannai
Kazuto Yoshida / Ryuta Takahashi
Kampei
Kimiharu Uemura / Masaki Oshima
Okaru
Shiori Sano / Yuko Arai
Kampei (moderno)
Yuko Arai / Mika Ota
Ishido
Norito Shibaoka / Kazuki Takano
Yakushiji
Oh Kubota / Seiji Nobe
Sadakuro
Munetaka Lida
Variação 1
Kazunori Furukawa / Takefumi Kuraya / Ryo Hirano
Variação 2
Kazuo Kimura / Kazuo Goto / Masaki Oshima
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